MÊS DAS CRIANÇAS: Celebração e Reflexão

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Daniela de Abreu – pedagoga, educadora parental

O mês de outubro esta aí! Mês das crianças!

Quando chegamos ao mês das crianças significa que já estamos no último trimestre do ano! O ano 2020 tem sido um ano atípico para toda a humanidade. Com a pandemia, as crianças precisaram reinventar a sua infância: tendo aulas remotas, brincando somente dentro de casa e se privando de interagir com colegas e amigos e de transitar pelos parques e espaços coletivos ao ar livre. O DIA DAS CRIANÇAS deste ano – 12 de outubro – também será diferente: com uso de máscaras de proteção, pouco contato social e poucas atividades festivas como idas ao cinema, atividades recreativas escolares,…Uma data comemorativa a ser ressignificada!

A origem do DIA DA CRIANÇA

Quando temos alguma experiência ou tradição nem sempre nos questionamos: quando começou, de onde surgiu, não é? Tendemos a naturalizar, ou seja, parece que sempre foi assim. Mas não é bem assim!

O Dia das Crianças é celebrado na maioria dos países, porém não no mesmo dia. Tem-se notícia que em 1925, durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança, foi proclamado Dia Internacional da Criança, celebrado desde então em 1º de junho em vários países.

Na China, por exemplo, o dia das crianças é comemorado em 5 de maio; em Portugal, no dia 1º de junho; na Índia, a comemoração ocorre em 15 de novembro e, no Japão, os meninos são homenageados no dia 5 de maio, enquanto as meninas são lembradas no dia 3 de março, nas tradicionais festas das bonecas.

ONU – Organização das Nações Unidas, reconhece o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança, por ser a data em que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959 e a Convenção dos Direitos da Criança em 1989.

Que tal fazer uma investigação: as datas que cada país adota para celebrar  o Dia da Criança?

O DIA DAS CRIANÇAS no Brasil

No Brasil, como todos sabemos o Dia da Criança ou das Crianças é celebrado em 12 de outubro. Esta data foi estabelecida através do Decreto n. 4867, de 5 de novembro de 1924, a partir do projeto de lei do Deputado Federal Galdino do Valle Filho. Esta ideia surgiu após a realização do 3º. Congresso Sul-Americano da Criança, em 1923, no Rio de Janeiro – na época, capital do Brasil. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.[4]

Em 1940, Getúlio Vargas instituiu um novo decreto, que “fixava as bases da organização da proteção à maternidade, à infância e à adolescência em todo o País”, e que criava uma nova data de comemoração 25 de março. Mas, por alguma razão, a data de 25 de março ficou apenas “no papel”.

Mesmo com tantas datas, decretos e convenções, o que tornou popular a data aqui no Brasil foram as campanhas publicitárias de duas grandes fábricas de produtos infantis entre os anos 1955 e 1965 com campanhas promovidas pelas Fábrica de Brinquedos Estrela e Johnson & Johnson, com a semana do bebê robusto e o concurso do Bebê Johnson, que ressaltava o bebê robusto, modelo do boneco e padrão preconizado na época como sinônimo de criança saudável.

Após estes movimentos que fizeram aumentar as vendas das duas marcas, que existem até hoje no mercado, outras empresas também decidiram criar a Semana da Criança. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção, e fizeram ressurgir o antigo decreto de 1924 e fixaram o DIA DA CRIANÇA em 12 de outubro, que passou a integrar o calendário das festas comerciais.

A data comemorativa e os presentes

A data é emblemática para o comércio de brinquedos e alavanca muito as vendas em torno dos presentes, sim. Mas, mais do que isso, a data é uma oportunidade de manifestar, através do presente, o amor, o carinho que temos pelas nossas crianças. Segundo Gary Chapmann, autor do livro As cinco Linguagens do Amor,  dar presentes é uma linguagem pela qual expressamos nosso amor. O autor sugere outras quatro, que são palavras de afirmação, tempo de qualidade, serviços e contato físico.

E para que esta seja uma verdadeira manifestação de amor, escolher o presente com critérios carinhosamente eleitos faz a diferença. Que tal aproveitar para selecionar presentes que enriqueçam a infância, suas potencialidades e que auxilie no seu desenvolvimento de forma lúdica?

A pandemia nos deu a oportunidade de valorizarmos o estar junto e participar efetivamente da vida da criança, além de dialogar e refletir sobre a infância seu papel e seus direitos em nosso cotidiano familiar, educativo e sociedade, como previam os projetos iniciais de datas comemorativas.  

Permita que a sua criança adormecida no seu interior, sai um pouquinha e brinque com sua criança real que precisa da presença de um adulto referência de segurança, cuidado e afeto!

Que tal junto do presente, dar a sua presença  pois sem dúvida alguma, “O melhor presente é estar presente”!


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